segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A justiça tarda, mas não falha nem pondera.

Foto : Reprodução
Robin Hall, de 41 anos, graduada em engenharia, desenha motores de avião em Connecticut. Ela foi detida em Porto Canaveral, na Flórida, quando voltava de um cruzeiro pelo Caribe com sua família. As autoridades locais identificaram uma ordem de detenção em nome da arquiteta enquanto passavam a lista de passageiros em busca de possíveis terroristas. Ela é acusada de roubar um maço de cigarros na rede Wal-Mart há 22 anos atrás, quando tinha 18 anos de idade.
Imagine: "Você voltando de um final de semana prolongado na região dos lagos, quando em uma blitz da polícia federal seu documento é solicitado, o policial faz uma consulta nos registros oficiais e olha para o colega que o acompanha com um ar de dúvida e aponta para você, suavemente ele saca a arma e pede com educação, porém com rigidez, para sair do carro devagar e colocar as mãos no capot. Sem entender nada você desce e pergunta o que está acontecendo enquanto é algemada e detida pela autoridade em plena execução do seu ofício, tudo isso na frente da sua família." Foi mais ou menos isso que aconteceu com a senhora Robin Hall quando chegava de um passeio com sua família.
A justiça norte americana é conhecida por sua eficácia em resolver assuntos graves, contudo, os casos menos graves são tratados com a mesma rigidez. Não posso dizer que eles estão errados, mas, os julgamentos são realizados por magistrados e não por computadores porque todo julgamento exige uma interpretação da lei para uma flexibilidade na execução das penas.
Acredito que toda ação requer uma reação consequente e justa no tempo certo, já que tudo muda, inclusive as leis. As penas precisam ser cumpridas, desde que anunciadas, comunicadas e aplicadas com bom senso, principalmente quando muito tempo tiver passado.
Somos seres humanos e cometemos erros, muitas vezes involuntários, no decorrer da vida. Quem nunca em um momento de rebeldia quebrou a propriedade alheia, ou usou uma expressão defamatória, ou escreveu algum desabafo que contivesse alguma forma de preconceito? Repito, somos humanos. Essa expressão não justifica os erros, mas, deixa claro que temos o direito de nos arrependermos e consertarmos o mal cometido. Basta uma chance.
Enfim, com a rigidez que julgarmos seremos julgados, por isso, se quisermos ponderação quanto aos nossos direitos precisamos ponderar quanto aos nossos deveres, para que as consequências não gerem outros problemas que formarão um círculo vicioso de atitudes insensatas. A prática da justiça requer a sensibilidade de pessoas preparadas para agir com sensatez. 

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