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| Foto (Reprodução) |
O estado do Rio de Janeiro enfrenta todos os anos uma batalha com a falta de estrutura para receber as fortes chuvas de verão. A maior vítima até agora foi o município de Duque de Caxias, com 2 mortos e mais de 1200 pessoas desabrigadas. As imagens veiculadas pelos meios de comunicação, mostram a grande devastação provocada pelos alagamentos, deslizamentos, e correntezas. O terror é claramente visto pelos depoimentos das testemunhas oculares, que perderam ou conhecem pessoas que perderam bens e parentes. Desde a madrugada do dia 03/01 os moradores da região lutam contra a falta de recursos para sobreviverem a mais esta tragédia.
Em meio ao desespero, uma personalidade conhecida no meio musical, aliás em todos os meios, e agora eu entendo porque, destacou-se por sua generosidade e companheirismo. O cantor e compositor Zeca Pagodinho, demostrou toda a sua simplicidade e compaixão quando colocou a sua casa que fica em Xerém (Duque de Caxias), sua vida (visitando e indicando lugares que necessitavam de ajuda), seus filhos (sua filha que o acompanhava e seu filho, que na sua ausência, coordenava a ajuda) e seu dinheiro (ele enviou mantimentos para um abrigo que auxiliava pessoas desabrigadas).
O exemplo do artista deixou claro que não importa a condição financeira, cultural ou social do ser humano, quando o assunto é promover o sustendo da vida, todos podem e devem ajudar.
Vivemos um tempo em que o individualismo endureceu a sensibilidade de muitos, onde somente as necessidades pessoais são merecedoras de atenção, enquanto isso, atitudes simples como levantar alguém na rua tornou-se um furo de reportagem. Essa atitude não prejudica principalmente os carentes de atenção, mas quem a nega.
Tenho certeza que o "herói" sem capa e sem poderes especiais chamado "Zeca", está sentindo agora um sentimento de dever cumprido tão grande que o torna "super".

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