sábado, 8 de dezembro de 2012

Quando dar a volta por cima é uma necessidade nacional.

Foto extraída de www.público.pt (Erick de Castro/Reuters)
"Bopha", é o nome do tufão que atravessou as Filipinas de terça a quinta-feira com ventos de 175 km/h e chuvas incessantes, deixando até hoje, 456 mortos e 5,4 milhões de desabrigados em 26 províncias. O Presidente Benigno Aquino declarou neste sábado, estado de calamidade nacional. Cerca de 35 províncias ainda estão sem luz, 16 estradas e 18 pontes continuam sem condições de tráfego.O tufão "Pablo", como os nativos o chamam, destruiu 21 mil casas e causou danos em outras 16 mil, provocou prejuízos na infraestrutura e agricultura que chegam a US$100 milhões. A temporada de tufões começa em junho e termina em dezembro naquela região, e mesmo sendo uma realidade anual, os habitantes continuam desmatando, proliferando minas ilegais, aumentando o número de favelas, sem se importar com a infra-estrutura do país, provocando tragédias que poderiam ser minimizadas.
Existe um grande paradoxo humano que envolve esse tipo de catástrofe, a mesma força que o homem utiliza para destruir a natureza ele também utiliza para repará-la. É incrível como depois de ser atingido por uma força paralisante, como a perda de entes queridos, ele ainda consegue se levantar e ajudar outras pessoas necessitadas. É impressionante como cidades são reconstruídas pelas mãos de pessoas cuja única oferta possível, seria o suor do seu corpo castigado pela tristeza da perda. 
Quando a desgraça é nacional, o problema aumenta pelos números apresentados acima, pela distância dos governantes das áreas atingidas (eles não conseguem sentir a tristeza do povo), pelos interesses corruptos de pessoas que ganham com as mazelas alheias (Políticos inescrupulosos que ganham comissões em contratações fraudulentas), pela falta de direcionamento de prioridades (Como são muitas necessidades, todos querem trazer os recursos de ajuda para as suas áreas, desconhecendo que existem outras pessoas mais necessitadas - Aliás, eles não querem nem olhar), pela falta de recursos suficientes (Países com poucos recursos, tendem a ter mais problemas de infra-estrutura, facilitando os acidentes. Se falta dinheiro para fazer correto, quanto mais para corrigir, tendo que fazer novamente) e a grande distância dos pontos mais críticos (A falta de comunicação para relatar os acontecimentos e  a falta de transporte para alcançar esses lugares tornam-se problemas quase intransponíveis em acidentes de ordem nacional).
Mas, o que me deixa orgulhoso de ser dessa espécie, é saber que independente do tamanho da dificuldade, o ser humano, na luta instintiva pela auto-preservação, enfrenta o perigo de desabamento na procura de sobreviventes, divide sua pouca comida com quem nada tem, abraça quem nunca viu na vida para dizer-lhe: "Pode contar comigo" e "isso vai passar" e ainda que muitos pensem o contrário, por doenças de caráter, ele não desiste nunca. Força amigos filipinos.

2 comentários:

  1. Oi Emerson, Tô postando esse comentário aki para registrar a minha passada pelo seu blog, que eu achei muito legal pq uma coisa que eu preso muito é a diversidade de material, que mostra um interesse de qualquer autor de levar algo novo para o seu leitor, mesmo só em crônicas a variedade é notável: de crime virtual a tatuador charlatão, tudo muito legal, textos informativos e carismáticos, parabéns!

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  2. Olá Emerson!Desejo que o seu Natal seja repleto de paz,alegria,esperança e sabedoria.
    Um abraço.
    Valdete Cantú

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Obrigado por construir essa história comigo.