Hoje o Brasil parou no final da avenida e o futuro dos personagens da vida real, como em uma novela, já está traçado. Ninguém chegará em casa para jantar com a família assistindo a vida de pessoas irreais vivendo situações da vida real. Afinal, engarrafamento absurdo às sextas-feiras é novela que não acaba, e advinha, o protagonista é você.
Sempre que algum entretenimento coletivo, seja um feriadão, um jogo de futebol importante ou o final de uma novela que trata de aspectos da vida do povo que faz o Brasil acontecer, todos deixam seus afazeres cotidianos de lado e direcionam seus veículos ao mesmo tempo, e é um Deus nos acuda.
Quem gosta de engarrafamento? Ninguém! (Desculpe, tem gente que gosta sim - Os mecânicos, os postos de gasolina, os vendedores ambulantes...)Então o que leva essas pessoas enfrentarem esse mal inevitável? Eu sei. É o desejo de viver a vida de outras pessoas.
A idéia generalizada de que não podemos fazer a nossa história é o grande mal de todos os países subdesenvolvidos, aliás, países com pessoas subdesenvolvidas. Esse mal não é incurável, mas precisa ser detectado e tratado para o desenvolvimento pessoal e familiar. Vamos fazer um teste, você procura uma lixeira para jogar o seu lixo? Você oferece o lugar no ônibus para uma mulher grávida? Você ajuda um cego a atravessar a rua (desde que ele queira - é claro)? Você paga um lanche para alguém que está com fome? (Não incentive a miséria com esmolas). Se as suas respostas foram NÃO, então você precisa se desenvolver e começar a viver a sua própria vida e fazer a sua própria história.
A vida não é uma novela onde a morte é de mentirinha, a traição é comédia, a falta de cultura é charme, a imoralidade é malandragem. Na realidade a morte é definitiva, por isso, se beber não dirija, pois depois que todos desligarem a TV você continuará morto. A traição doerá como uma faca que atravessa o coração e deixa danos irreparáveis, pois colocar outra pessoa no lugar da companheira (ou companheiro) é dizer com todas as letras que ela (ou ele) é defeituosa e não é o suficiente para você. A falta de conhecimento é como uma doença que degenera uma parte do corpo sempre alguém descobre que você não sabe ler, ou não completou o ensino fundamental, ou não conseguiu passar na prova do detran, ou talvez na prova da OAB. A imoralidade afetará a integridade do imoral a ponto se tornar alguém sem valor, pois seus conceitos serão tão ocos que sua voz não produzirá som.
Enfim, "viver e não ter a vergonha de ser feliz" já dizia Gonzaguinha. A novela da vida real traz alegrias e tristezas que precisam ser vividas, pois isso constrói a nossa história. O que separa os reais dos irreais são as consequências das atitudes que tomamos, pois os seus efeitos para todo o sempre e não acabam no nosso último capítulo. "Oioioiô"
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