terça-feira, 30 de outubro de 2012

Fazer o bem sem olhar a quem?

Fazer o bem olhando muito bem a quem.
Calma, calma, deixe-me explicar:
" Um rapaz muito bem intencionado rapidamente ajudou uma frágil senhora que pouco falava e andava menos ainda a atravessar uma rua movimentada no centro de São Paulo, já do outro lado a senhora começou a xingar e a bater no educado e solícito rapaz, dizendo: Eu não queria atravessar a rua seu maluco, eu estava esperando o ônibus que acabou de passar."
Antes de ajudar alguém precisamos conhecer suas necessidades, como e com o que vamos contribuir.
Na última postagem eu falei das crianças desamparadas do Brasil. Esse assunto fornece inspiração para um livro recheado de emoção (certamente muito comercial), mas a minha proposta não é apenas apresentar esse quadro de novela mexicana, mas incentivar uma atitude consciente e salvadora para uma sociedade que meus filhos e netos viverão muito em breve (Se você não toma uma atitude por você, então haja por quem você ama). A criança ajudada hoje não te roubará ou te matará amanhã.
Pense sobre esta estória.
"Um homem muito pobre e de pouca cultura acadêmica, saía de sua casa todos os dias muito cedo e se dirigia à praia, depois ele voltava com um sorriso satisfeito no rosto. Essa atitude causava a curiosidade dos seus vizinhos. Um dia, um vizinho desconfiado o seguiu até a praia e de longe observou que o homem misterioso se ajoelhava na areia, juntava as mãos, levantava novamente seguindo até a água e punha as mãos suavemente no mar. Certo que o humilde homem era adepto de alguma seita que adorava a deusa areia e o deus mar, se aproximou furioso, pois era religioso fervoroso. Enquanto o vizinho fofoqueiro se aproximava, pôde avistar centenas de pequenas tartarugas eclodindo dos ovos, porém muitas delas não conseguiam chegar na água e morriam, capturadas por predadores, queimadas pelo sol ou esgotadas pelo esforço. Com uma satisfação muito grande o bondoso homem pegava, uma a uma, e colocava na água cuidadosamente. Quando o vizinho bisbilhoteiro e egoísta chegou perto daquela cena comovente, perguntou: " Para que tanto esforço se você não conseguirá salvar  todas as tartarugas?" Ele respondeu com lágrimas nos olhos: "Certamente não conseguirei salvar todas, mas essa que está agora em minhas mãos terá uma chance". Então soltou-a na água para viver e perpetuar a sua espécie."
Salvar o mundo é um sonho, mas salvar àqueles que estão ao nosso alcance é uma realidade compensadora. Basta ver o sorriso no rosto de uma criança que está saudável porque você ajudou com o remédio, o alimento, cuidado ou uma consulta médica. O sorriso de alegria que brilha ao ver um novo brinquedo (que pode ser usado) ou uma roupa usada em boas condições que para ela será nova. Ensine seus filhos a respeitarem e ajudar os mais humildes. Não incentive com esmolas, mas motive a trabalhar dando-lhe o que vender como doces (conheço pessoas que sustentam suas famílias vendendo doces). Procure uma entidade séria de assistência e ajude (não somente com ajuda financeira, mas com a presença também. Vá até lá - Você irá aprender a valorizar muito mais a vida - Leve alguém com você. Seu filho ou sua filha talvez). Incentive seus amigos e parentes a fazerem o mesmo, falando sobre a alegria de ajudar. Faça o bem e olhe atentamente  quem você está ajudando, para fornecer-lhe o que realmente precisa. Não dê roupa a quem precisa de água, ou brinquedo a quem precisa de remédio. Seja consciente, seja bom, seja você.

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