Capitalista eu??? Poder ser. Mas a crônica de hoje é sobre pessoas que precisam vender e pessoas que precisam comprar (mesmo sem precisar).
Desde o início da história da humanidade os vendedores fornecem mais do que mercadorias, eles vendem sorrisos de satisfação ou expressões de verdadeira ira em compradores insatisfeitos. Acredito que Nero tenha posto fogo em Roma depois de uma tentativa frustrada de incendiar a barraquinha de frutas do Sr. Manoel Espartakus, que lhe vendera uma laranja estragada (eu acredito).
Essa relação comprador - vendedor gera verdadeira amizade ou ódio mortal.
Como o UFC, cada um quer defender o seu interesse, no canto direito com luvas azuis, o cliente, defendendo o seu dinheiro e sua satisfação. No canto esquerdo, de luvas vermelhas, o vendedor, defendendo seu produto e por consequência seu salário. Nessa épica batalha cada competidor precisa conhecer seus golpes para finalizar o outro em menos tempo. O comprador é o campeão, pois defende o cinturão que é o dinheiro, e irá utilizar todas as manhas, desde as baixas, que é a desvalorização do produto, até a mais nobre que é supervalorização do vendedor (puxação de saco). O vendedor é o desafiante, detentor de vários nocautes comerciais, ele precisa utilizar todas as técnicas de vendas aprendidas em livros, congressos, internet, treimanentos ou até de um vendedor mais experiente, para tentar ouvir a libertadora frase: " Você venceu, irei comprar". Esse combate as vezes se torna briga de rua, nesse caso o juiz (O gerente) precisa intervir antes que se torne caso de polícia e vá parar nas páginas dos jornais mais sensacionalistas da região.Uma compra é sempre a luta do século para quem participa. (Sobre esse assunto irei falar em outra postagem)
Hoje, por exemplo, fui a algumas lojas com minha esposa, grávida de 5 meses, para comprar um vestido, pois a maioria das roupas já não cabem mais, o que é muito natural. O que não é natural, é o comportamento de alguns "profissionais" de venda como nesse caso:
_Boa tarde. Disse minha esposa
_Por favor eu gostaria de um vestido.
Prontamente a profissional respondeu:
_Boa tar... (Não concluiu a frase)
_O nem... (O cliente tem que ser tratado pelo nome)
_Prove esse vestido tomara que caia com as as costas nua e se não ficar bom coloca alça de silicone ( A cliente estava com um vestido tradicional e como era de se esperar, por estar grávida, os seios logo estarão tão cheios de leite que o tomara que caia não suportará o peso, nem com a ajuda de alças de silicone. (Talvez se fossem alças de aço).
Insatisfeita, a grávida perguntou sobre outro vestido que lhe agradara.
_ Você tem outro de número maior?
Respondeu a vendedora:
_Não. (Isso mesmo, não e ponto. O cliente não sabe o que existe na loja, portanto, cabe ao profissional conhecer os seus produtos e apresentar o que mais se encaixa ao perfil do cliente)
Com um muito obrigado a cliente se despediu e permaneceu com o seu cinturão ( o dinheiro) e a vendedora saiu derrotada por não ter feito uma boa luta.
Enfim, todos os dias saem de casa pessoas com dinheiro e disposição para comprar, cabe aos vendedores criarem nos seus clientes a necessidade de comprarem seus produtos sem colocarem fogo em Roma.
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