" Eu queria que no Brasil tivesse um dia das bruxas, porque todo dia é insuportável"
Crianças loirinhas de olhos azuis, com aspecto saudável, pois seus planos de saúde cobrem até transplante de coração, usam fantasias de zumbis, bruxas, monstros, políticos corruptos(esses são os mais assustadores), que custam mais do que os doces que vão arrecadar, saem sorridentes em grupo pelas ruas pavimentadas e seguras, batendo em portas de madeira de lei, propriedade de famílias felizes que aguardam impacientemente pelo dia em que suas belas casas cinematográficas serão visitadas por esses seres formidáveis para oferecer doces da melhor qualidade e em abundância, insinuando levarem sustos quando ouvem : "Doces ou travessuras".
Essa é a propaganda do Halloween (Dia das bruxas) dos Estados Unidos da América. É um evento tradicional e cultural que acontece geralmente em países de língua inglesa, mas com especial relevância nos Estados Unidos, Canadá, Irlanda e Reino Unido. A origem do halloween remonta às tradições dos povos que habitaram a Gália e as ilhas da Grã-Bretanha entre os anos 600 a.C. e 800 d.C., embora com marcadas diferenças em relação às atuais abóboras ou da famosa frase "Doces ou travessuras", exportada pelos Estados Unidos, que popularizaram a comemoração. Originalmente, o halloween não tinha relação com bruxas. Era um festival do calendário celta da Irlanda, o festival de Samhain, celebrado entre 30 de outubro e 2 de novembro e marcava o fim do verão (samhain significa literalmente "fim do verão").(Wikipédia)
No Brasil temos o seguinte quadro: Crianças desnutridas e doentes, com fortes traumas causados por pais que não estavam preparados para criarem cidadãos de bem (não sabem cuidar nem de si próprios), perambulam pelas cracolândias, favelas e cidades, lutando para sobreviver (lutando mesmo, pois nas madrugadas o frio e a fome favorecem o mais forte para roubar os mais fracos), as vezes o contato com armas é muito precoce em função de sua própria proteção (facas, estuques e cacos de vidro), depois, o próprio meio, incentivado por aliciadores de menores se encarrega de fornecer armas de fogo para aqueles que o mundo não sentirá falta em caso de perda. O governo "tenta" ajudar, mas as suas mentes estão tão transtornadas que não querem ajuda, não por rejeição, mas porque não conhecem outra vida. Outras pessoas de bom coração tentam também, mas são alvos fáceis da manipulação emocional e as vezes de ataques físicos na tentativa de roubo, por não oferecerem resistência violenta. São crianças infelizes tratadas com cola de sapateiro, bebidas alcoólicas e drogas pesadas (maconha, heroína, crack,...), protótipos de adultos problemáticos, viciados, violentos,sem laços afetivos (porque todos que chegaram perto era para roubar) e ladrões.
Essa realidade nos violenta os olhos quando vemos nos meios de comunicação imagens de crianças drogadas, abandonadas, roubando e até matando.
São essas crianças que batem na porta das nossas de casas, dos nossos carros e do nosso coração dizendo:
_Passa a carteira ou eu atiro.
Quando na verdade elas queriam dizer:
_Doces ou travessuras
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