quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Família, onde tudo começa. (Parte I)

" Alberto era um homem bom, vivia com com dona Joana há 51 anos e todos os dias ele acordava bem cedinho para fazer o café em comprar o pão nosso de cada dia. Certo dia, o Sr. Alberto acordou de mau humor, mas mesmo assim foi comprar o pão conforme fazia todos os dias, quando chegou, a dona Joana já tinha feito o café e posto a mesa, sorridente esperava o marido para fazerem o desjejum juntos. Tendo posto o pão na mesa o Sr. Beto, conforme carinhosamente chamava sua companheira de mais de meio século, saiu para lavar as mãos e quando voltou o seu rosto ficou transfigurado de tanta raiva e gritou:
_Eu quero o divórcio, não aguento mais viver com você, não quero mais você do meu lado.
_Mas, por que meu amor? Perguntou dona Joana assustada e já com lágrimas nos olhos.
_É porque em todos esses anos de casamento eu sempre quiz comer o bico do pão, mas você sempre corta e come a parte que eu mais gosto.
Falou o homem da casa com tanto ódio que os seus olhos estavam vermelhos.
Já tendo passado o susto, respondeu a amável esposa com um sorriso misturado com soluços de choro contido:
_Meu velho, eu nunca gostei do bico do pão, mas como eu pensei que você não gostasse eu o cortava e comia para você não ter que comer. Eu fazia isso porque te amo.
Envergonhado, o Sr. Alberto abraçou a sua esposa carinhosamente, pediu perdão, serviu sua amada, conversaram e viveram felizes para sempre.
Ah. A dona Joana, passou a deixar o bico do pão para o sr. Alberto todos os dias."

Depois dessa estória eu não precisaria escrever mais nada, mas vamos destacar alguns pontos comuns em muitas famílias de hoje. O primeiro deles é a comunicação. O sr. Alberto não se comunicou, com isso ele entristeceu a mulher que amava e se envergonhou por não ter dito antes o que sentia.

Temos a a mania de reclamar de tudo, principalmente da educação das pessoas. Eu, por exemplo, odeio quando vejo alguém jogando lixo na rua, dá vontade de correr atrás da pessoa e dizer: Senhor, senhor, o senhor deixou cair isso aqui, pode ser algo importante e caiu de sua mão no chão. Essa falta de educação começa na família, onde a comunicação é falha e os preceitos de uma cidade limpa não é passada em casa (Educação vem de berço).

Desde o namoro o casal precisa se comunicar, não basta beijar, acariciar, elogiar e olhar apaixonadamente (isso é muito importante. Mas não é tudo, na receita de um bolo se faltar algum ingrediente não ficará bom). É na conversa que eles irão descobrir se foram feitos um para o outro, e isso não quer dizer que devam ser iguais, afinal, os opostos se atraem (isso não é regra, quer dizer que o que falta em um tem no outro, sendo assim, eles se encaixam). É nesse momento que o casal começa a formar os laços que irão amarrá-lo para sempre, pois os interesses de crescimento pessoal, profissional e cultural devem ser os mesmos, senão em pouco tempo eles estarão falando outra língua dentro de casa e logo não se entenderão nem por gestos. A questão dos filhos, se terão, quantos, como serão ensinados. A questão das finanças, se juntarão o dinheiro, se dividirão as despezas, se será cada um por si.

Enfim, a conversa ( que não precisa ser diária, já que vivemos em uma vida tão corrida para pagar as contas, mas se tiver tempo para a televisão então terá tempo para conversar), precisa ser verdadeira, sincera, com um toque de paciência (ninguém sabe o dia ruim do outro, hoje sou eu amanhã poderá ser você), um toque de humor (são esses momentos que você levará para o resto da vida), conselhos com um ar história (...isso já aconteceu comigo!), toques (abraço, aperto de mão, tapinha nas costas) e um EU TE AMO no final.

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