quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Família, onde tudo começa. (Parte VIII)

Ah! O amor.(Suspiros)
Mas o que seria do amor se não existisse o contraponto, o adverso, o oposto, para valorizar as características do verdadeiro amor?
Certamente não conseguiríamos distinguir, desta forma seríamos facilmente enganados vivendo constantemente em desilusões causando desprazer em viver, quando na verdade o sentido da vida é ser feliz.
O nosso casal preferido viveu uma história que ilustra muito bem o assunto de hoje que é "fraudes contra o amor".
_Joaaaaaaaanaaaaaaaaa.
Gritou o sr. Alberto já todo arrumado e cheiroso para ir ao banco receber sua aposentadoria mensal e pagar todas as contas como é de costume sempre em dia. Ele sempre vai acompanhado da sua esposa, mas ela sempre se atrasa enquanto se arruma, afinal tem o batom, a sombra, o rouge, o perfume, as roupas e os sapatos, tudo combinando.
_Joaaaaaaaaanaaaaaaaa.
Grita novamente, mas dessa vez ela sai de roupão, descabelada, sem escovar os dentes e com a cara toda amarrotada.
_Desculpe meu amor, mas dessa vez eu não posso ir com você. Aqueles remédios para pneumonia estão me deixando muito desanimada. Vá sozinho hoje, mas cuidado com os golpes, principalmente o da saidinha de banco. Fique atento se há alguém observando você dentro do banco, falando ao celular e olhando para você, embora os celulares estejam proibidos dentro do banco ainda tem muita gente usando. Quando sair olhe bem ao redor e se alguém chegar perto para oferecer ou pedir algo, saia correndo antes que o roubo seja anunciado, se não der tempo de sair correndo e for feito o anúncio do assalto, não resista ou corra, eles podem atirar ou te esfaquear e você é mais importante para mim do que o dinheiro que você carrega. Preste a atenção no que estou te falando, eu te amo.
Disse isso com um aperto no coração conforme nunca tinha sentido antes.
Com um ar de sabichão, ele deu um sorrisinho maroto e saiu mandando um beijo no ar.
Antes de entrar no banco ele tirou a carteira do bolso e verificou se o cartão para o débito no caixa eletrônico (isso é muito errado, nunca se retira a carteira do bolso fora do banco isso demostra ingenuidade), essa atitude despertou o olhar malicioso de uma gangue que estava naquele banco exatamente naquele dia (todos os dias existem pessoas maldosas observando desinformados entrando e saindo dos bancos). Por falta de sorte ou por ter deixado o cartão perto de alguma fonte eletromagnética (Celular, caixa de som, televisão com tubo de imagem), o cartão não funcionou e gritou para um funcionário do banco que estava do outro lado do salão:
_Ei amigo, estou tentando sacar meu pagamento mais a máquina não está funcionando.
Depois de atender uma senhora que não ouvia direito, o funcionário se deslocou até o sr. Alberto (isso demorou um pouco, pois o atendente teve que falar assim (A...SE-NHOO-RA ...ES-TÁ... ME ...OU-VIN-DO?). Chegando até o seu Beto foi constatado que o cartão estava com defeito, portanto o saque deveria ser feito nos caixas dentro do banco na fila de clientes preferenciais, pois ele era idoso.
No que retrucou fazendo o que gostava de fazer - reclamar.
_Eu sou cliente desse banco há mais de 40 anos e isso nunca aconteceu comigo. Eu retiro todo mês quatro mil reais e sou tratado dessa forma.(Nunca fale alto sobre saques no banco, seja discreto, falando igual ao sr.Alberto você estará pedindo para ser assaltado)
_Desculpe senhor mas isso é uma falha técnica, nós não temos culpa, mas vamos resolver para o senhor, por favor vá até o caixa.
Explicava o funcionário paciente e atenciosamente (que banco é esse hein?).
A essa altura a gangue já estava interessada em aplicar o golpe no Sr. Alberto e o observava de longe  se comunicando com os comparsas fora do banco. Era uma bonita mulher que avistava as vítimas, dizia estar atraída pela vítima, pois já tinha visto outras vezes mas não tinha coragem de falar, mas agora movida pela carência não suportava mais e estava se abrindo.
Depois de ter sacado o dinheiro e ter pedido um novo cartão o Sr. Alberto saiu pela porta do banco que dava acesso aos caixas eletrônicos quando foi abordado pela mulher muito educada e com ar de apaixonada e carente.
_Bom dia. Posso falar com o senhor um minuto apenas? Se não puder não tem problema, eu já estou envergonhada mesmo.
O que será que fez o sr. Alberto?
(Continua amanhã)







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