terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sai o grito engasgado. E eu?

Foto extraída do site: g1.globo.com
(Divulgação)
Relações sexuais são comuns entre os casais e ninguém reclama disso, brigas são comuns entre os casais e quase ninguém reclama disso, agora o homem chegar ao orgasmo antes da mulher, é algo inadmissível para a americana Raquel Gonzalez de 24 anos, moradora de Manatee na Flórida.
Depois de uma relação sexual com seu namorado, Esric Davis de 30 anos, e tendo ele alcançado o climax antes dela, foi o suficiente para agredí-lo tão violentamente que o caso foi parar na delegacia, sem fiança estabelecida.
É comum ouvirmos histórias do passado onde a mulher era usada, isso mesmo, usada pelos homens como instrumento sexual. Seus corpos eram deflorados e muitas vezes mutilados por homens inconsequentes,  e quando não concordavam com essa atitude, elas apanhavam sem direito de se defender (essa realidade foi descrita na minissérie "Gabriela"). Quando melhorava um pouco elas eram consideradas reprodutoras, ou seja, o sexo era apenas para a procriação, botavam crianças no mundo apenas para trabalhar.
Com o passar dos anos as mulheres reconheceram o seu poder, foram a luta pelos seus direitos, levantaram a bandeira da independência (inclusive dos homens) e hoje possuem cargos de chefia (sobre homens), constituem família (sem os homens) e até conseguem ter prazer (usando os homens ou até mesmo na falta deles).
Embora estejamos vivendo esse tempo de independência moral, a cultura machista ainda aprisiona algumas mulheres que vivem uma vida inteira sem saber o que é um orgasmo de verdade, não estou falando daquele nervosinho quando há o contato físico, eu falo daquele momento que você esquece de onde está e grita, bate, rasga (o verbo) e declara o que está pensando na hora (normalmente não faz sentido algum, mas, e daí? ). Acho que é por isso que algumas pessoas chamam o outro de "amor", ou "benzinho", ou "vida". Será que é para não confundir o nom... Deixa pra lá né?
Esse grito está preso na garganta, mas falta coragem para falar.
Talvez o parceiro não proporcione o prazer que ela precisa porque ele não sabe disso. A ausência de um diálogo aberto provoca frieza nas relações. Talvez haja algum problema físico que pode ser resolvido se o casal procurar ajuda médica (Fimose, por exemplo). Problemas de ordem psicológica podem causar danos constrangedores (Impotência e frigidez, por exemplo), mas também podem ser resolvidos com ajuda de um (ou uma) profissional de psicologia. Em muitos casos, infelizmente, por situações vividas anteriormente já não há mais o amor pelo desgaste da relação.
Seja qual for o motivo, solte o grito e declare (não bata), que você não está satisfeita e precisa se sentir mulher. Deus nos fez providos de sensações e certamente Ele permite que usemos o sexo para o prazer mútuo, desde que seja com responsabilidade. Tenha prazer na vida.



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