sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Quem tirou o Mano da Seleção?

Foto extraída de www.terra.com.br
Em 24 de junho de 2010, Luiz Antônio Venker Menezes  assumia  a  Seleção Brasileira depois da fracassada trajetória  Dunga. Tendo saído do Corinthians como segunda opção para assumir a Seleção,  liderou  por  40 jogos,  dos quais teve 72%  de  aproveitamento. No entanto o glamour começou  a  declinar  quando  no  seu  primeiro clássico  contra a  Argentina perdeu de 1X0 em 2010. A partir  daí,  outras derrotas importantes deixaram  a  credibilidade  do  técnico abalada, como   na    Copa    América ,  nas  Olimpíadas   e finalmente  em  23  de  novembro   de  2012 a sua última  derrota  contra   Jose  Maria  Marin, presidente da CBF, que o demitiu.
Ser técnico da Seleção Brasileira de Futebol é o maior desafio que um técnico pode ter em sua carreira, afinal são milhões de técnicos que não entendem nem de ping pong, onde a bola é menor, pode pegar com a mão e é uma pessoa em cada time, quanto mais de futebol, onde a bola é maior, são 11 jogadores titulares e pode ter até 12 jogadores reservas, fora o trio de arbitragem que as vezes da uma forcinha. No Brasil todos são técnicos desde criancinha e apostam suas integridades muitas vezes (Alguns apostam dinheiro, outras dizem que sairão vestidos de mulher, outros choram e alguns até saem no tapa).
A equipe brasileira encontra o problema atípico entre as seleções, é o excesso de craques, onde todos querem fazer o que acham melhor. É necessário um técnico que saiba unir a experiência de Lucio com a irreverência de Neymar, a força de Hulk com a inteligência de Kaká (olha só eu dando uma técnico também). O sentimento de equipe poderia fazer milagres em nossa seleção. Precisamos mais do que um técnico, precisamos de um mago.
Mano Menezes não foi derrotado pela sua trajetória, mas por alguns jogos cruciais, como contra a Argentina em 2010, contra o Paraguai em 2011 e contra o México em 2012. Não é o tempo de jogo que declara o vencedor, mas os gols que ele marca.
Enfim, essa tarefa não é fácil, mas também não é impossível, basta saber controlar sem ser descoberto, ou seja, liderar servindo o grupo em suas necessidades profissionais e emocionais. Eles não são marionetes, são  jogadores humanos querendo vencer. Obrigado Mano, eu sei que você fez o melhor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por construir essa história comigo.