domingo, 25 de novembro de 2012

Violência contra a mulher, um ato de ingratidão.

Foto extraída de sociologicamentepensando.blogspot.com
Quem bate em mulher, esquece que teve mãe, avós, tias...
Quando um homem comete esse ato de violência, antes doméstica, agora em âmbito internacional, violenta todos os conceitos de gratidão àquelas que dão a vida e as mantém enquanto seus herdeiros estiverem vivos e as vezes até a memória daqueles que se foram, esse amor merece respeito.
A Convenção Interamericana também conhecida como a Convenção de Belém do Pará de 1994, declara: "Qualquer ato ou conduta que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico a mulher, tanto na esfera pública ou privada, é considerado violência.". Em decorrência dessa resolução a Lei Maria da Penha foi criada em 22 de setembro de 2006. Para quem não sabe, Maria da Penha Maia Fernandes, lutou durante 20 anos para ver seu agressor preso, ela é uma biofarmacêutica cearense, e foi casada com o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros, que em 1983 cometeu a primeira tentativa de assassinato, dando um tiro nas costas na esposa enquanto dormia, ele foi encontrado na cozinha, gritando socorro, dizendo que tinham sido atacados por assaltantes. Essa primeira agressão deixou-a paraplégica, meses depois outras tentativas aconteceram, ele a impurrou de sua cadeira de rodas e  tentou eletrocutá-la no chuveiro. Nesse mesmo ano ele foi denunciado, mas somente em 1991 o julgamento aconteceu, sendo recorrido e considerado nulo. Em 1996 ele foi condenado a dez anos de reclusão, mas conseguiu recorrer, sendo preso somente em 2002, para cumprir apenas dois anos de prisão. Isso só foi possível porque o caso foi enviado para Comissão Interamericana de Direitos Humanos (OEA), que também condenou o Brasil por negligência e omissão.
Dados do Dieese de 2011, mostram que a cada 10 mulheres, 4 já sofreram algum tipo de violência doméstica, essas informações são reflexo do aumento de denúncias formalizadas pela central de defesa da mulher através do ligue 180, que subiu de 43.423 em 2006 para 734.000 em 2010.
Ao longo dos anos os meios de comunicação vêm mostrando casos dessa plenitude em novelas como "Fina Estampa" com atriz Dira Paes e "Salve Jorge" com a atriz Carolina Dieckmann, entre outras, como forma de conscientização da necessidade da denúncia.
No Brasil as atitudes de violência contra a mulher tem tido uma repercussão que extrapola os níveis familiares, antes detectados através de violência entre marido e mulher. Todas as esferas de violência seja física, sexual, assédio, psicológica, patrimonial, moral e preconceituosa, são consideradas como nocivas ao bem estar da mulher.
Não podemos fechar os olhos para os casos inversos, quando as mulheres cometem atos de violência contra seus maridos, muitas vezes impotentes diante da força física da companheira, outras por intervenções de familiares violentos ou até mesmo para não serem enquadrados nas leis n.10.778 e 11.340 (conhecida como lei Maria da Penha).
É obvio que as limitações físicas e culturais forçam algumas mulheres a ficaram caladas diante dessas atrocidades familiares, sujeitando-se a agressões em nome do suposto "amor" ou por um prato de comida. Isso é inaceitável. Vivemos em uma sociedade bem informada e atenta a esse tipo de violência que não agride somente a mulher, ms também aos filhos, aos vizinhos, ao Brasil, porque essa atitude denuncia uma formação social doente.
Estou certo que o agressor, seja homem ou mulher, possui um quadro doentio em sua formação de caráter e precisa de um tratamento psicológico e  imediato de forma rigorosa. Não podemos apenas fechar os olhos e condená-los sem o devido cuidado, senão depois da punição, eles serão libertos e cometerão os mesmos erros.
Ainda que algumas pessoas, homens ou mulheres, cometam atitudes que inspirem uma reação violenta, pense tantas vezes quanto necessário para não cometê-la. Uma reação momentânea errada, produz uma vida inteira de arrependimento. Existem outras formas de resolver esse problema sem necessidade de violência.

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